Projeto EAGLE

Apresentação

Quando foi que perdemos o com.passo?

Aonde estão as chaves?

De minha primeira Grande Visão

A Informação em Perspectiva

O Projeto EAGLE e os seus Dados

Contexto, premissas e principais artefatos

Principais processos e responsabilidades

Principais Axiomas e Postulados Estruturais

Principais Axiomas e Postulados Funcionais

O Projeto EAGLE e os Databases

Índice

Principais processos e responsabilidades

“Caminheiro, o caminho se faz ao caminhar.”

worldGrade

A ABPMP (Association of Business Process Management Professionals) classifica os processos de negócios corporativos em três categorias: primários, gerenciais e de suporte (2009, 39). Processos primários, de acordo com a associação, “representam as atividades essenciais que uma organização desempenha para cumprir sua missão”, e “entregam valor aos clientes”. Processos de suporte “gerenciam os recursos e infraestrutura requeridos pelos processos primários”, podendo estar associados a [potencialmente várias] áreas funcionais da organização. Processos de gerenciamento “são utilizados para medir, monitorar, e controlar atividades de negócios”, garantindo que “um processo primário ou de suporte atinja metas operacionais, financeiras, regulatórias e legais”; e assegurando que “a organização opere de maneira efetiva e eficiente”. Tal classificação é, portanto, claramente centrada na finalidade do processo.

Leffingwell (2011) posiciona tais processos segundo o seu ciclo de vida. De temas estratégicos de negócio – a nível corporativo/empresarial – derivam programas e planejamentos de gestão, que por sua vez se traduzem em processos de negócio e projetos de diversas naturezas (desenvolvimento, transfomação etc). Como vemos, existe um “processo” (de governança corporativa) pelo qual os processos (de negócio) são idealizados, planejados, implementados, testados, implantados e gerenciados. Tais “meta-processos“, a exemplo dos processos [ordinários] de negócio também possuem uma natureza hierárquica: processos podem ser compostos por sub-processos, cada vez mais específicos (granularizados). Processos que contemplam outros (sub)processos em sua composição são geralmente chamados de “macro-processos“.

O conceito de rede (net), ou teia (web), é na verdade mais apropriado aqui; uma vez que um processo pertencente a uma determinada “cadeia hierárquica” pode possuir, além de uma dimensão vertical (pai-filhos), dimensões horizontais – “comunicando-se” com processos de outras ramificações ou troncos hierárquicos. Processos possuem, ainda, uma dimensão “ortogonal”, que iremos explorar em outra oportunidade.

A nossa proposta obviamente contempla todos os “tipos” de processos acima descritos. Contudo, é importante observar (sempre e) desde o princípio que, no contexto do projeto EAGLE:

  • O “cliente” de nossos processos primários é a própria organização, como um todo; com seus respectivos processos [ordinários] de negócios;
  • Os nossos processos primários são, de fato, meta-processos de natureza gerencial e de suporte; de governança corporativa;
  • Processos pode ser classificados, ainda, de acordo com o nível de sua automação;
  • Processos podem (ou não) estar relacionados tanto a outros processos como a produtos e serviços de software.

Para tornar mais clara e explícita tais distinções, optamos por adotar os seguintes conceitos:

  • Recursos de TI é tudo o que se origina da área/departamento de TI (produtos, serviços etc), bem como tudo do que a TI depende para gerar os seus entregáveis (ferramentas etc);
  • Recursos de Negócio é tudo o que se relaciona direta ou indiretamente com as estratégias corporativas de negócio, como processos (com seus respectivos recursos de TI), programas, projetos etc;
  • Artefato é tudo o que se relaciona com recursos de negócio e que não são (outros) recursos. Artefatos podem ser físicos ou lógicos, materias ou virtuais, mas são sempre atômicos, únicos (este teclado, aquele arquivo de configuração etc);
  • Artefatos e Recursos de Negócio são Ativos (Assets) corporativos.
  • Ativos corporativos de negócio representam valores estratégicos da organização. E tudo [o que o EAGLE gerencia] são ativos (valores) corporativos.
  • Tudo, na organização, ou são processos, ou se relacionam de uma forma ou de outra com os mesmos. Ou seja, a partir de um ou mais temas centrais – diretamente relacionados à missão empresarial – deriva tudo o mais.

Estabelecemos, ainda, as seguintes convenções:

  • Processos de negócio – que agregam valor ao cliente (externo) – são representados de acordo com as convenções adotadas pela ABPMP: nas cores verde (para processos primários), amarelo (gestão) ou azul (suporte);
  • Processos de governança – que agregam valor à organização (internamente) – e que interagem com o usuário, são representados pela cor azul;
  • Processos de governança que contemplam o fluxo das atividades (workflow) corporativas, são representados pela cor laranja (dourado);
  • Processos de governança de suporte (frameworks, de infraestrutura etc), são representados em cinza.
  • As cores que representam os processos de governança podem ser mais claras ou mais escuras, de acordo com o seu nível de abstração ou generalização (mais alto-nível, mais concreto etc);

E por fim, para facilitar a mudança de paradigma representado pelo projeto EAGLE (bem como para minimizar uma eventual resistência à sua adoção):

  • Processos de governança são designados pelo termo “route” (rota, percurso). Assim, fica mais fácil diferenciá-los de processos de negócios propriamente ditos, voltados à atividade-fim da organização.
  • Da mesma forma, o termo “definition” será utilizado para designar especificações; “forecast” ou “roadmap“, para planos; e “kit” para pacotes.
  • Como se vê, estaremos favorecendo – na medida do possível – analogias menos “arquitetônicos” (“centrados” na engenharia civil); e mais holísticos e orgânicos, “voltados” para as áreas de saúde, climática etc; com ênfase principal no “processo”.

Definição e responsabilidades dos principais Processos do Projeto EAGLE.

As figuras, listagens e tabelas a seguir descrevem o papel dos principais processos relacionados ao projeto EAGLE.

Figura 1. EAGLE AGR – Asset Governance Route

Listagem 1 – Principais processos, responsabilidades e características do projeto EAGLE.

AGR – Asset Governance Route (Rota, ou processo, de Governança de Ativos Corporativos)

Processo de governança, composto. Define o contexto, o escopo, os objetivos e as caracterísiticas de todos os ativos corporativos (processos, recursos, artefatos etc) registrados no EAGLE.

ALR – Asset Lifetime Governance Route (Governança do Ciclo de Vida de Ativos Corporativos)

Processo de governança, composto. Gerencia os ativos corporativos registrados no EAGLE durante todo o seu ciclo de vida, que estende e ultrapassa em muito – em escopo e responsabilidades – os nossos tradicionais “ciclos de desenvolvimento” e “transformação”.

CMR – Corporate Messaging Route (Mensageria Corporativa)

Processo de suporte. Encarregado do gerenciamento e da orquestração de mensagens (emails, SMS etc) e demais comunicações entre os membros das diversas equipes corporativas (stakeholders); com ou sem rotinas e procedimentos de resposta (feedbacks, aprovações, acknowledgements etc).

Tabela 1 – Sub-processos e principais produtos de AGR – Asset Governance Route (process).

Processes Outputs
ALR – Asset Lifetime Governance Route [macro process]
CMR – Corporate Messaging Route [supporting process]

Notas:

Embora a CMR seja fundamental ao projeto EAGLE, participando em diversos de seus processos primários e de gestão; a mesma é implementada de forma a ser reutilizada por outras iniciativas corporativas – como uma espécie de ESB – Enterprise Service Bus, provavelmente através do design patternpublish-subscribe“, entre outros. Isso faz parte da estratégia de adoção/implementação gradual e progressiva da proposta institucional representadada pelo projeto EAGLE.

A seguir apresentamos as principais características da ALG, que contempla um caminho (percurso, rota) seguro para a efetiva sustentabilidade e previsibiliade de nossos ativos corporativos.

Figura 2. EAGLE ALR – Asset Lifetime Governance Route

Listagem 2 – Definição e responsabilidades do macro-processo ALR – Asset Lifetime Governance Route.

AMR – Asset Monitoring Route (Monitoração de Ativos Corporativos)

Processo de suporte, composto. Encarregado da monitoração do estado, da “saúde” e da “integridade” de todos os ativos corporativos registrados no EAGLE. Coposto por diversos serviços, sensores e procedimentos automatizados, zela pela manutenção do estado esperado de diversos tipos de artefatos de negócio. Provê diversos tipos de displays para o acompanhamento de suas atividades, como dashboards, consoles etc – com vários níveis de granularidade (detalhamento das informações). Opera em conjunto com o CMR para alertar os devidos stakeholders sobre eventuais “ocorrências” inesperadas, limites de capacidade, etc.

ARR – Asset Registry Route (Registro de Ativos Corporativos)

Processo de gerenciamento, composto. Responsável pelo cadastramento de ativos corporativos. Representa a porta de entrada, a “sala de visitas”, para o EAGLE. Provê interfaces de usuário para a definição de diversos tipos de perfil (para usar a analogia das redes sociais), que delimitam o escopo e a abrangência dos “domínios” contemplados pelo EAGLE, como estrutura corporativa; equipes, membros e papeis; temas e objetivos de negócio; etc.

PGR – Portfolio Governance Route (Governança do(s) Portfolio(s) de Ativos Corporativos)

Processo de governança, composto. Garante a manutenção do estado (de saúde) de todos os ativos “oficiais” (institucionalizados) da organização; ou seja, de seu portfolio corporativo, que armazena artefatos e recursos de negócio devidamente catalogados e organizados em diversos “assets warehouses“. Gerencia o ciclo de desenvolvimento/trasformação de quaisquer “candidatos” a ativos corporativos oficiais; garantindo a sua conformidade com os requerimentos de adesão a normas, padrões e procedimentos preestabelecidos. Assegura a conformidade dos ativos corporativos a seus respectivos requerimentos oficiais.

Tabela 2 – Sub-processos e principais produtos de ALR – Asset Lifetime Governance Route (process).

Processes Outputs
AMR – Asset Monitoring Route [supporting process]
ARR – Asset Registry Route CBI – Company Business Information
PGR – Portfolio Governance Route [macro process]

Notas:

Estamos avaliando a alteração do nome da ARR para PRR (Profile Registry Route); e de CBI para CBP – Company Business Profile.

Quando usamos o termo “conformidade” (acima, em PGR), nos vem a mente o conceito de “CNTP – Condições normais de temperatura e pressão“, sob as quais se espera, ou se aceita, que um determindado sistema (climático) se comporte. Estamos ainda aludindo, é claro, aos diversos outros frameworks de quality assurance adotados pelo mercado – como CMMI, ITIL, COBIT, TOGAF etc. – aos quais o projeto EAGLE irá garantir conformidade automática, nativa (built-in).

Vamos então, agora, explorar um pouco mais de perto as características e responsabilidades do PGR.

Figura 3. EAGLE PGR – Portfolio Governance Route

Listagem 3 – Definição e responsabilidades do macro-processo PGR – Portfolio Governance Route.

RAR – Request Assessment Route (Avaliação de Solicitação [de alteração no estado/conteúdo do portfolio])

Processo de gerenciamento, composto. Responsável pelo recebimento, análise e avaliação de solicitações encaminhadas pelos “clientes” EAGLE. Representa o corredor entre a nossa sala de estar, ou de visitas (mencionada acima) e o nosso “escritório”. O cliente (interno e/ou externo) formaliza a sua intenção e define as suas necessidades. Um profissional (previamente) encarregado [custodian] analisa, complementa, contextualiza e esclarece eventuais dúvidas e desentendimentos a respeito da requisição apresentada; e, ao final, se for o caso, a submete ao escritório.

AER – Asset Engineering Route (Engenharia de Ativos Corporativos)

Processo de governança, composto. Suplementa a requisição com informações, especificações e requerimentos mais técnicos e/ou regulativos; define um projeto que implemente todos os requerimentos da requisição apresentada; posiciona o projeto no contexto empresarial (dependências, prioridades etc.); gerencia o processo de desenvolvimento/transformação de recursos de TI relacionados ao projeto; e, finalmente, verifica e valida (quality assurance) o resultado dos esforços das equipes de desenvolvimento – tanto em relação aos requerimentos internos, corporativos (Unit Tests, code compliance, etc) como externos, do cliente (UAT – User Acceptance Tests, etc).

PUR – Portfolio Update Route (Atualização de Portfolio)

Processo de suporte, composto. Encarregado da institucionalização, ou oficialização, de ativos corporativos; assegura a conformidade dos candidatos aos requerimentos de qualidade exigidos (EAGLE, CMMI etc), classificando-os apropriadamente; promove (versiona) os candidatos a ativos, adicionando-os ao portfólio e tornando-os oficiais (e disponíveis a entrega, distribuição e/ou implantação).

ADR – Asset Delivery Route (Entrega de Ativos Corporativos)

Processo de suporte, composto. Encarregado de disponibilizar ativos corporativos oficiais a seus respectivos destinatários finais. Contempla processos de distribuição, publicação, implantação e encaminhamento de “pacotes registrados” de software, que incluem toda a documentação e certificações pertinentes.

Tabela 3 – Sub-processos e principais produtos de PGR – Portfolio Governance Route (process).

Processes Outputs
[AMR – Asset Monitoring Route] ADR – Asset Delivery Request (Unassessed)
RAR – Request Assessment Route ADR – Asset Delivery Request (Assessed)
AER – Asset Engineering Route [macro process]
PUR – Portfolio Update Route RCT – Request Conclusion Term
RAK – Requested Asset Kit (golden)
ADR – Asset Delivery Route RAK – Requested Asset Kit (golden) – Copy

Notas:

Observe que incluimos o AMR na tabela, mesmo sem o mesmo fazer parte do PGR. É que o EAGLE disponibiliza um artefato (documento, tela de entrada de dados) que representa a (única) “soleira de entrada” do “corredor” representado pelo RAR. Assim, quando o cliente preenche e apresenta (submete) uma requisição, o AMR detecta a presença de uma nova ADR, encaminha a mesma a seu(s) respectivo(s) encarregado(s) [custodians]. Ou seja o AMR aciona (trigger) o RAR. Da mesma forma, quando uma ADR é aprovada, o AMR aciona o AER, notificando custodians e stakeholders apropriados.

Em RAR, a analogia com um “setor de atendimento” não é apropriada, já que, uma vez que o cliente tenha a sua requisição aprovada pelo custodian responsável, o mesmo é convidado e incentivado a acompanhar de perto e a participar o mais ativamente possivel das atividades que se seguem. É-lhe assegurada uma “credencial” especial e personalizada (customizada, de acordo com as suas particulares permissões de acesso) a nossos escritórios, oficinas etc. Com isso queremos assegurar a (boa) prática advogada pela metodologia Agile de desenvolvimento: proximidade e participação ativa do cliente – sem comprometer outros aspectos igualmente críticos, como a gestão do escopo (backlog) de uma determinada “rodada” de desenvolvimento (sprint).

E finalmente, nos acercamos do espaço aonde as coisas realmente “tomam forma”, materializando-se em entregáveis de qualidade comprovada e assegurada.

Figura 4. EAGLE AER – Asset Engineering Route

Listagem 4 – Definição e responsabilidades do macro-processo AER – Asset Engineering Route.

RRR – Request Refinement Route (Refinamento de Solicitação)

Processo de governança, composto. Analisa e verifica a viabilidade da requisição apresentada pelo cliente; acrescentando-lhe atributos, características e requerimentos mais estruturais e técnico-operacionais. Nesta parte do “escritório”, analistas, DBAs e outros especialistas agregam à requisição – que agora se assemelha mais a uma proposta de projeto – as suas respectivas “expertises”. É também aqui que são definidos os requerimentos de compliance do projeto a ser proposto.

PDR – Project Definition Route (Definição de Projeto)

Processo de governança, composto. Verifica a viabilidade da proposta de projeto apresentada, de acordo com a disponibilidade de verbas e de recursos humanos; outras prioridades, dependências e “overlaps“; etc. É nesta parte do “escritório” que a proposta de projeto é traduzida em um projeto de desenvolvimento propriamente fundamentado e devidamente posicionado no contexto geral da organização.

RDR – Resources Development Route (Desenvolvimento de Recursos [de Negócio])

Processo de gerenciamento, composto. Responsável pela implementação do projeto de desenvolvimento. Aqui entramos na nossa “oficina” e pisamos no “chão de fábrica”, aonde os códigos são gerados e testados. Unit tests… Outra analogia: canteiro, horta, estufa, laboratório, incubadora, …

RVR – Resources Validation Route (Validação de Recursos [de Negócio])

Processo de gerenciamento, composto. Responsável pela verificação e validação dos candidatos a assets corporativos desenvolvidos. Esse “terceiro setor” de nosso “escritório” garante que… QA interno e externo…

Tabela 4 – Sub-processos e principais produtos de AER – Asset Engineering Route (process).

Processes Outputs
RRR – Request Refinement Route
(define, program, plan)
SMD – Strategic Management Definition
AMF – Asset Program Management Forecast
PDR – Project Definition Route RMF – Resource Project Management Forecast
RDR – Resources Development Route RCK – Release Candidate Kit (without UAT, gray)
RVR – Resources Validation Route ACK – Approved Candidate Kit (with UAT, green)

Notas:

Gap Analysis…

Some text

Figura 5. EAGLE – Principais processos e artefatos

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