Projeto EAGLE

Apresentação

Quando foi que perdemos o com.passo?

Aonde estão as chaves?

De minha primeira Grande Visão

A Informação em Perspectiva

Os Dados do Passado

A Informação do Presente

O Futuro da TI

O Projeto EAGLE e os seus Dados

Índice

A Informação do Presente

Agora, são as “redes” – e a era [das torres] de Babel

[e haja “sopa de letrinhas…”]

As “soluções” content-centric de outrora continuaram sua odisseia evolucionária que resultou nas atuais redes sociais, blogs e CMS – Content Management Systems, entre outras importantes “ofertas” [Amazon, Google Maps,…]. Da mesma forma, também evoluíram as linguagens (Phyton, Rubi, Php, ASP.NET, HTML5, F#,…), os padrões e modelos de desenvolvimento (MVC, DDD, CI, IoC/DI,…), metodologias de gestão (Cobit, ITIL, CMMI, TOGAF,…) e plataformas de TI (IaaS, PaaS, SaaS, DaaS,…). As soluções corporativas data-centric também evoluíram, com o apoio desses mesmos padrões, modelos, metodologias e plataformas.

Infelizmente, porém, não se percebeu a mesma desenvoltura evolucionária nem nas estratégias, posturas e mentalidades corporativas atuais; nem nos princípios, paradigmas e culturas corporativas que as sustentam [quer político-administrativamente, quer técnico-profissionalmente]. A metodologia Agile, por exemplo, por mais rica e valorosa que seja em relação às suas inovadoras práticas e procedimentos (com as quais temos muito ainda a aprender, sem dúvida), não passa [no fundo, se observarmos bem] de uma “reação” aos modelos de desenvolvimento e gestão tradicionais. Ainda que representem alguma mudança na mentalidade e na cultura organizacional, operacionalmente falando [produtividade/lucratividade a curto-prazo]; pouco impactam os princípios e paradigmas corporativos, estrategicamente falando [sustentabilidade/continuidade a médio, longo-prazos].

Hoje em dia, como antes (mas em velocidades cada vez mais “desnorteantes”), a regra é a mesma: é “tudo para ontem”. “Supostas” e “presumidas” (assumed) concorrência e competitividade continuam a nos pressionar no sentido de garantir processos de negócio sempre mais “ágeis”, com menores TTM – Time to Market, TCO – Total Cost of Ownership, etc. Para todo o lado que nos viramos há uma enorme profusão de múltiplas opções e ofertas com as mais incríveis e maravilhosas “soluções”, multiplicando-se a cada dia, em PG – Progressão Geométrica.

Deve[ria] ser fácil então [“mamão com açúcar”] realizar o nosso trabalho, certo? Errado! A realidade aponta exatamente na direção oposta. Está cada vez mais difícil, complicado – confuso e “custoso” – encontrar o “equilíbrio” correto, a “fórmula” certa, o “caminho” plano e fácil. Como dizíamos “antigamente”, tudo o que a informática nos proporciona é velocidade: se os nossos “processos” são/estão confusos, caóticos, frágeis e defeituosos fora do computador; eles permanecerão defeituosos, frágeis, caóticos e confusos, quando “automatizados” – só que bem mais “rápidos”, “eficazes”, e potencialmente “perigosos” [ou, traduzindo para o jargão corporativo, “arriscados”].

worldGrade

Cada empresa, cada departamento, cada equipe, cada projeto tem hoje o seu próprio DNA, sua própria “assinatura”, sua própria “personalidade” e “cultura”; e, consequentemente, os seus próprios “requerimentos”, “regras” e “modelos” de negócio e de interação [quer nos apercebamos disso ou não]. No conjunto, tais “recursos” de negócio acabam se materializando em “soluções” verdadeiramente “pobres” e frágeis, com grande potencial de risco, de difícil manutenção, evolução e/ou mesmo correção. Ou seja, por melhores que sejam as nossas intenções e por maiores que sejam os nossos esforços, continuamos a patinar no mesmo lugar, a chafurdar na mesma lama. E pior: as mesmas velhas frustrações, insatisfações e desapontamentos continuam a nos espreitar a cada passo; agora [também, como seria “lógico” de se esperar] com magnitudes e velocidades igualmente exponenciais (em PG).

Este des-com-“passo” – uma profusão de [supostas] “ótimas” ferramentas e metodologias gerando um sem número de resultados altamente “suspeitos” [para dizer o mínimo]; ou, nós em estado [semi] estacionário e uma quantidade cada vez maior de produtos e serviços girando à nossa volta em velocidades cada vez mais alucinantes – culmina e caracteriza o nosso cenário atual: o samba do crioulo doido na casa da mãe Joana, regado a uma infindável sopa de acrônimos, logos e trademarks. Desnorteante!

Todo mundo fala muito (vende muito, mostra muito, tem o “supra-sumo” das características (features) [em produtos/serviços] ou a “quintessência” das competências e habilidades [em capacitações técnico-profissionais]) e [quase] ninguém se comunica, de fato; ou “entrega” o que foi prometido ou acordado, ainda que implicitamente; ou realmente “satisfaz” aos outros ou a si mesmo. Cada caso é sempre um caso único, nessa infinita rede [teia] de relacionamentos, e ninguém sabe nunca o que esperar ou o que vai encontrar no próximo “ambiente” de trabalho, do que vai [poder] dispor, ou como [poderá] se posicionar. Uma verdadeira Babel!

Como [desde] sempre, nessa “terra de ninguém”, [cegos] líderes, mentores e gestores jogam a culpa e a responsabilidade em outro “lugar”, longe de si mesmos; sem jamais ousar ou sequer avaliar a possibilidade de “simplesmente” tirar a trave (a parede, o muro de suas próprias incompetências; oops, “equívocos”) de frente de seus próprios olhos. “Têm olhos, e não vêm [ou enxergam]; ouvidos, e não ouvem [ou escutam]”; não ousam fazê-lo, dado que isso seria [de fato] muito arriscado. Vivem, portanto, de reclamar de suas colheitas, cujas safras continuam a cultivar tão zelosa e “eficientemente” [plenamente convencidos de que se pode extrair mel de fel]. E simplesmente se recusam a acreditar na fragilidade de seus tão “caros” castelos tão diligentemente edificados sobre montes e montes de “areia”. E ainda saem por aí espalhando factoides, “vendendo a ideia” de que “o mercado não oferece [e/ou há uma carência de] profissionais realmente qualificados”, entre outras inverdades igualmente descabidas e insustentáveis. O que falta não é competência, mas coragem de encarar a verdade. E a realidade se perpetua, repetindo e reencenando as mesmas posturas contraproducentes do passado – uns reforçando-as [em prol da “manutenção” do “status quo”], outros seguindo-os [cegamente], poucos questionando-os [corajosamente], e [quase] ninguém desafiando-os [intrepidamente].

bigDataCloud

Source: Google Images [walaton.com]

Big Data Cloud

Mas seja como for, mais uma vez as tecnologias relacionadas aos dados propriamente ditos pareceram um “passo à diante” das demais. O conceito cada vez mais popular do Big Data representa simplesmente a evolução lógica e “natural” dos DBs, derivada de implementações comprovadamente bem-sucedidas de DW/DMs, com a extensão (o acréscimo, e/ou o suporte) tanto de tecnologias e soluções cloud-based, como de conceitos content-centric [mais orientados para as áreas de vendas, marketing e publicidade; pelo menos por enquanto, e até onde eu sei].

Preocupa-me, contudo, a sua tendência e [alta] probabilidade em “se deixarem” [?] contaminar pelos defeitos, equívocos e males próprios de sua “geração” [pela sua “cegueira”, confusão e desorientação, cf. descritos acima]: muita Velocidade, muita Variedade, muito Volume, muita pressa, muitas “promessas”, muito marketing, etc.; mas de qualidade, eficiência e eficácia ainda por serem devida e apropriadamente comprovadas. De qualquer forma e seja como for, juntamente com as metodologias “Agile”, esta também parece oferecer um grande potencial estratégico de negócios.

Como eu vejo, tanto o “Agile” como o Big Data, entre algumas outras inovações igualmente fundamentais, podem contribuir significativamente na formação de um verdadeiro novo paradigma – realmente [r]evolucionário. No meu entender, a falta [ou a demora] deste “salto quântico” é o que está – ao fim e a cabo – comprometendo a qualidade e os resultados de nossos esforços atuais; forçando-nos a “andar sempre em círculos” [ou é o resto que está girando à nossa volta?], numa velocidade cada vez maior e num cenário cada vez mais complexo e caótico [digo, rico de “oportunidades” em potencial e cheio de “soluções” “sob medida”]. Antes de dar tal salto, no entanto, é preciso parar [pra respirar; aceitar, encarar, compreender e abraçar a verdade]; descer do carrossel e da roda gigante [de nossas ilusões], tirar o fio da tomada [de nossas fantasias], puxar as rédeas [de nossos delírios].

Alguns “muros” e estruturas deverão ruir, para abrir espaço, em nossas cabeças e corações, ambições e fantasias, para que o novo seja novamente bem acolhido, e encontre alimento e estímulos a um “desenvolvimento” saudável e realmente sustentável.

E, por favor, pelo amor de Deus, não caia na tentação de tentar forçar Aquiles a correr (ou pior, voar) antes que os seus calcanhares estejam totalmente “curados” (cf. seção anterior). Isso seria simplesmente desastroso, em todos os sentidos. Calma que, tendo plantado corretamente as sementes certas, e garantindo-lhes os devidos cuidados, no momento apropriado os frutos virão, “um a cem, outro a sessenta, outro a trinta.” Apenas relaxe e desfrute da aventura.

Afinal, sabemos que colheremos o que estamos plantando [e nutrindo]. E a consciência (o conhecimento) da “doença” [já] é parte de seu tratamento, do “caminho da cura”. Não adianta mais, portanto, “fazer de conta” ou tentar “enganar o bobo na casca do ovo”, pois “quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Depois que me tornei adulto, deixei o que era próprio de criança”.

Então, o que vai ser?

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