Pessoas não deixam empresas, deixam gestores

Comentários postados no Linked In (aqui);

a respeito de um artigo publicado na Exame.com, (aqui).

Alguns “lembretes”, de meus [e.ternos] gestores/orientadores/ mestres:

  • “A teoria, na prática, é outra.” [Um de meus primeiros gestores]
  • “Um olho no prato, outro no gato – sempre.” [Um verdadeiro maestro (de coral)]
  • “Sua alma, sua palma.” [Meu pai]
  • “Confie em Deus, mas amarre o seu camelo.” [Sabedoria árabe]
  • “Pau que nasce torto, morre torto.” [Sabedoria popular]
  • “Lixo é uma coisa certa no lugar errado.” [Sabedoria popular]
  • No pain, no gain.” [Sabedoria popular]
  • “Quando apontamos um dedo para o outro, apontamos três outros para nós mesmos.” [Sabedoria popular]

E de um grande mentor:

  • “A cada um segundo as suas obras.”
  • “Não se colhem figos dos espinheiros.”
  • “Cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto.”
  • “Não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto.”
  • “Da abundância do seu coração fala a boca.”

Nada de novo, não é? Na verdade, nós já sabemos de tudo isso. O tempo de plantar e colher insucessos é passado. De tanto patinar no mesmo lugar e andar em círculos, começamos a perceber as falácias de nossos argumentos e as armadilhas em que nos metemos.

Estamos ficando cansados de tanta “cortina de fumaça” e de muito papo [furado]. Já não basta ficar “olhando a morte da bezerra”, “esperando a banda passar”. E sabemos que não se trata de ficar procurando culpados [ou “bodes expiatórios”] e insistir em hábitos contraproducentes e atitudes inconsequentes. Não ganhamos nada com isso, e nem vamos, enquanto não começarmos a [nos] r.evolucionar; a “afinar o instrumento”, “de dentro pra fora, de fora pra dentro”.

Parece que agora é levantar, assumir a realidade de nossa situação, e recuperar o nosso próprio valor [autoestima], que temos oferecido por tão pouco. Embarcar na nave de nosso conhecimento compartilhado e, enfim, começar a remar e a rumar na mesma “direção”.

Informação, conhecimento e tecnologia temos de sobra. O que nos falta[va] é coragem, ousadia, vontade, comprometimento, persistência e dedicação; caráter, dignidade, ética e profissionalismo. Mas consciência demanda e implica em ação; e nossas apatia, inércia e indecisão já não se justificam ou se sustentam.

Não será fácil, nem rápido, indolor, ou barato; mas será [sempre, muito] gratificante. Será necessário reabrir velhas feridas, fazer assepsia, dar alguns pontos, e esperar sarar. Preparar a terra boa, plantar as sementes certas, regar e adubar, e esperar crescer. Desconstruir estruturas, reciclar entulhos, enfrentar desafios, superar obstáculos. Suplantar paradigmas, renovar culturas, remodelar hierarquias.

Novos conceitos, princípios e disciplinas; novas metodologias, modelos e plataformas. Novos rumos, novos tempos. É tempo de ter tempo, para a gente. Quer no modelo de três ou de sete “P”s da metodologia Six-Sigma, por exemplo, as pessoas são sempre posicionadas em último lugar [quase como que um “mal necessário”]. E nos tradicionais modelos tradeoffs, de tomadas de decisões corporativas, sequer somos representados.

Mas estamos lá, o tempo todo: no começo, no meio, no fim; a cada passo do caminho, a cada etapa do “processo”. Somos nós que criamos, inventamos, construímos, vendemos, compramos e consumimos. E somos simplesmente importantes demais para sermos ignorados, convenientemente considerados ou superficialmente contemplados.

Independente de nossa atual posição ou função (gestor, RH, marketing…), não faz sentido ficar jogando pedras uns nos outros, como se fossemos os mais inocentes dos seres. A psicologia (AT – Análise Transacional) propõe um modelo de interação social simbolizado pelo triângulo Vítima–Perseguidor–Salvador (proposto por S. Karpman). Os estudiosos são unanimes ao afirmar que vítimas se tornam salvadores, que se tornam perseguidores, que se tornam vítimas; ou seja, tendemos a mudar de papel, enquanto mantemos o “jogo” [e o padrão, modelo, paradigma] psicológico.

E eu não acredito que seja isso o que estamos buscando. Não mais. Acho que, no fundo, queremos “transcender” os nossos atuais círculos – e ciclos – viciosos, com seus velhos dramas e tragédias. Creio que já estamos maduros o suficiente, para deixar para trás esses jogos de criança, com seus arcaicos padrões infantis. Já estamos prontos para encarar a nossa realidade de frente (ao invés de ficar [so.mente] reclamando, criticando, se lamentando), forjar o nosso próprio futuro, e des.cobrir as alturas e as profundidades de nosso próprio “presente”, com a inteireza e a integridade de todo o nosso ser.

Acho que já crescemos o bastante. Agora é – realmente – evoluir. Deixar de focar problemas, medos e ansiedades; e começar a enfatizar o poder de nossas verdadeiras potencialidades e possibilidades, com paixão e entusiasmo. Afinal:

  • “Sem tesão, não há solução.”
  • “Navegar é preciso, viver não é preciso.”
  • “Uma grande jornada sempre começa com o primeiro passo.”
  • “O melhor lugar do mundo é aqui, e agora.”

Eu mesmo tenho uma inovadora e revolucionária proposta de “projeto” neste sentido; cujo material estou começando a catalogar e a publicar aqui (em português), e aqui (em inglês)

É isso. Muito obrigado por seu tempo e atenção.

Paz e amor, saúde e alegria;

Satisfação, realização e sucesso,

A todos [nós]!

 
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