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Olá pessoal segue dica de como avaliar profissional de TI

[ Cláudio Francisco Rodrigues Martins | TI Brasil ]

Gerente de projetos sênior – GPSenior

A avaliação de funcionários é uma tarefa muito delicada. Com grande quantidade de funções e suas características particulares, tornar enorme as possíveis variáveis dessa tarefa. Por exemplo, medir apenas a produtividade em TI já não é uma tarefa…

1. De fato: nossas faculdades são falhas, nossas empresas são falhas, nosso RH é falho, nós somos falhos. Não só o futuro, mas mesmo o presente de nosso cotidiano se caracterizam pela incerteza e pelo desconhecido (unknowns). Gerir é minimizar os riscos e aumentar o controle (e monitoramento).

Acho que já passa da hora de parar de ficar apontando o dedo para lá e para cá a cata de “culpados”. Queiramos ou não, o nosso objetivo último é sempre o mesmo (no mercado formal de trabalho): garantir que os objetivos estratégicos (e as metas táticas) da corporação sejam atingidos, a fim de garantir (ou, se possível, melhorar) a nossa posição profissional. E ficar cada um remando para um lado não “agrega” nenhum valor.

2. De fato: o profissional de TI (geração Y?) quer ser tratado como pessoa, na inteireza de sua complexa personalidade, “afinal o que eu faço, o valor que agrego e a minha competência profissional é o que conta no final (não o tamanho do meu cabelo, a roupa que uso ou a minha timidez)”. Concordo.

Mas isso também é o quer os profissionais de RH, MKT, operações, gestões locais e regionais etc. Somos todos gente e, como diria Caetano, “gente é pra brilhar, não pra morrer de fome”. No final, queiramos ou não, todo (processo de) negócio começa (cliente, sponsor), é desenvolvido (developer, tester, DBA, manager) e termina (product owner, final user) com pessoas. De pessoas para pessoas, de gente para gente. Esse é o nossa verdadeira “cadeia” [corrente] de valores (value chain).

Não se trata, contudo, de sair por aí colocando mesa de ping-pong em todo lugar. Estou certo de que Google, Facebook, etc. têm um “baita” planejamento estratégico e operacional muito bem estruturado (formalizado, centralizado), e periodicamente revisto, mensurado, avaliado e atualizado. E nós: para a maioria de nós (deuses do Olimpo da TI) conceitos como requerimentos, documentação, governança, mensuração, versionamento etc. são palavrões. Waterfall é falho? De fato. Agile é a solução? Não. Apesar de contar com excelentes métodos e procedimentos de gestão, tal iniciativa cobre apenas parte do escopo, ou contexto. E não adianta jogar o bebê fora junto com a água suja.

3. Então o quê? Concordo com o Eduardo. Já é passada a hora de pensar em IT como um CPD ou um depto/diretoria. Talvez isso se dê por que a gente fica se permitindo esse tipo de picuinha e pequeneza, em vez de olhar para o “big picture” (high level). No meu entender, duas coisas são necessárias (além das já citadas anteriormente): em primeiro lugar, e antes de mais nada, é preciso profissionalizar a área de TI. Tomar do próprio remédio. Modelar-se, automatizar-se, testar-se, otimizar-se, etc. Basta de planilhas (o MS Project [Gantt Chart] é uma planilha estendida, certo?) e casos de uso etc em documentos Word. Quantos de nós temos pleno domínio (ou pior, conhecimento) de todo o nosso portfólio de produtos, serviços e processos? E/ou do mapeamento de suas dependências (upstream e downstream)? Sem isso qualquer gestão de projeto é no mínimo temerária, especulativa e eivada de riscos.

Depois (talvez com um pouco mais de “moral”), devemos reivindicar o nosso devido lugar na mesa do conselho estratégico organizacional (concil board). Planejamento tático E estratégico, visão de curto E de médio-longo prazos, É o que eu chamo de “ITaaC-CaaC: IT as a company, company as a client”. Não há dúvida que precisamos de nosso “representante” na mesa de conselho, onde, ombreados com os nossos “pares” (RH, MKT etc), possamos defender (com autoridade e credibilidade), os interesses e as particularidades de nossa área de expertise.

Antes disso não passamos de neófitos amadores reivindicando infantilmente ser tratados como maduros profissionais (ou experts, ou MVPs, ou ABPMP, ou…); sem, de fato, fazer por onde.

4. [com relação ao artigo]: Me desculpe Cláudio, mas qualidade NÃO é “fazer o que pediram [escopo] no tempo, custo e prazo estipulado”. Qualidade é fazer bem feito. Ponto. Se além disso, conseguimos cumprir as metas (via de regra subjetivas e especulativas) do famoso “triângulo de ferro”, tanto melhor. A metodologia Agile parte da flexibilização do escopo, mantendo tempo, custo e prazo fixos. O que é uma ótima “estratégia”, com os seus próprios downsides, é claro.

No que diz respeito à avaliação (do) “pessoal”, existem ótimas – e comprovadas – metodologias. A “Avaliação 360 graus”, por exemplo, é excelente. Nela, todos avaliam todos: pares, subordinados e superiores. E tudo é devidamente tabulado e mensurado; COM a devida proteção ao sigilo e confidencialidade dos dados. Tive o prazer de trabalhar em uma iniciativa (projeto) como essa para a IBM, em Hortolândia. O difícil é encontrar que empresa tenha coragem de levar a cabo um processo dessa envergadura e seriedade. Afinal, todos nós sabemos (secretamente) aonde o calo nos aperta.

Não tenho dúvidas que continuaremos colhendo exatamente o que temos plantado, enquanto nos recusarmos a descer de nossos pedestais e permanecermos (do alto de nossos silos departamentais) pensando que somos o “must do must” e o “ó” do “borogodó”. Enquanto continuarmos chamando urubu de meu loro e trocando gato por lebre. É preciso sim, coragem e compromisso, determinação e ousadia, honestidade e ética; é preciso sim, dar a cara a tapa. Em uma palavra, é preciso “maturidade”.

Resumindo, sem medir não há como avaliar, sem controlar (especificar, definir, monitorar) não há como medir, e sem controlar não há como gerir. Simples assim. No final do dia, os tradeoffs talvez sejam os mais eficazes instrumentos de gerenciamento, quer em questões técnico-operacionais quer em assuntos político-administrativos.

Me desculpem o tom um pouco mais, digamos, “ácido”. Espero, de qualquer forma, ter sido útil, e contribuído de alguma maneira.

To “boldly” go where no one has gone before.

@Eduardo, obrigado pela dica do livro.

5. Obrigado @Eduardo. Essa era a intenção, e creio estarmos de acordo quanto a isso: mais do que criticar (e/ou ficar “jogando pedras”), concordo que esse fórum deve ser lugar em que “mentes abertas” procuram “clarear caminhos” e “suavizar-lhes os passos”. Para tanto, contudo, é preciso (1) encontrar e (2) conhecer o caminho que decidimos trilhar; principalmente no que diz respeito às pessoas do ambiente/contexto – como disse antes, começo, meio e fim de nossos objetivos (supostamente comuns).

6. Sobre a questão que levantastes, não creio que seja uma questão de isso OU aquilo, mas sim de isso E aquilo. Nossos frameworks devem estender e aprimorar as nossas capacitações, facilitando o nosso trabalho. Jamais lograrão substituir as nossa competências nem ocultar as nossas falhas. Não foram “desenhadas” para isso. E o mesmo vale para os nossos design patterns. No meu entender, essas duas “ferramentas” representam o resultado “concentrado” (o “tutano”) de nossas experiências (de sucessos e fracassos) anteriores.

Se milhares antes de nós passaram por experiências semelhantes às quais nos defrontamos diariamente; de boa vontade se deram o trabalho de “arquitetar” e disponibilizar o seu aprendizado (lessons learned), de forma aplicada e concreta, em uma “solução” padronizada; E se tal solução encontrou ampla aceitação no mercado e entre os nossos pares mundo afora; seria ingênuo (perigoso, contraproducente) negar-lhes o devido valor e recusar-se a adotá-las. No entanto, como em tudo aliás, há de haver cautela, e critério. Nenhum framework ou design pattern é ou será a solução de todos os nossos problemas ou desafios. São meras ferramentas e recursos que devem ser usados com sabedoria e pertinência. Mais uma vez “context is king”, como reza uma citação no livro de conhecimentos comuns da ABPMP.

Se repararmos bem, tais ferramentas “elevam” o nível de nossas responsabilidades, ao – fieis aos princípios da OOP, de ocultar (hide) a complexidade, por exemplo – adicionar mais uma camada de abstração aos nossos próprios projetos, processos e soluções. Multiplicam as nossas opções (de design) e complicam sim o nosso trabalho, no início, a fim de torna-lo mais simples – e gerenciável – no final. Mas não adianta sair por ai, martelando parafusos e/ou aparafusando pregos. Toda ferramenta tem o seu contexto apropriado, e o nosso trabalho e responsabilidade de fato aumentou; e esta, feliz ou infelizmente, parece ser a tendência.

A boa notícia é que sempre teremos trabalho. E a má notícia é que sempre teremos (mais) trabalho. Não é o que todos queremos – nos manter no mercado? É simples então: sejamos competentes no que nos diz respeito, nossas habilidades técnico-operacionais; verdadeiros, honestos, comprometidos e dedicados, em nosso ambiente de trabalho; e éticos em nossas relações. Eu chamo a isso de profissionalismo.

7. Certificação não mede ou garante a competência de ninguém. Tudo o que me diz é que alguém pagou para fazer um teste e se dedicou um pouco para adquirir o direito de acrescentar alguns acrônimos a seu CV. Na verdade não “ajuda” muito. Como aprendi de um de meus primeiros mentores, “a teoria na prática é outra”. Ou seja, o que conta, por menos que queiramos admitir, é a experiência – direta, diária e concreta – adquirida com o tempo [outro “bicho-papão”]. Eu chamo a isso de maturidade. Ou melhor, maturidade = experiência + profissionalismo (cf. acima).

E creio que isso esgota o que tenho a acrescentar a respeito de avaliação pessoal. Todavia, em relação a avaliação de processos e “entregáveis”, gostaria de me estender um pouco mais. No artigo referenciado pelo @Cláudio, a definição de Qualidade, tanto da ISO como a do PMBoK, empregam o conceito de requerimentos (“satisfazer a requisitos”, no primeiro caso; e “satisfazer necessidades”, no último; ou seja, qualidade = requerimentos satisfeitos). O @Cláudio usou o termo “fazer o que te pediram”, o que, teoricamente, implica em “o que precisa ser feito”; ao qual eu me referi anteriormente como “escopo”.

Na verdade, parece que escopo = ambiente + requerimentos. Ou necessidades, ou requisitos; não sei porque evitamos tanto tal conceito. Creiam-me: não é nenhum monstro de sete cabeças, quando o “conhecemos” mais de perto. “Ah, mas a metodologia Agile não fala de requisitos ou requerimentos.” Não, de fato não: fala de backlog; uma lista, priorizada, das necessidades (valores) do cliente. Repito, uma listagem PRIORIZADA de requerimentos (derivados de user stories; ou casos de uso, em uma outra terminologia).

E o que são as daily meetings, as review meetings e a “regra” de escopo/backlog fixo durante a duração de um sprint; senão a “formalização” de “padrões” (standards) de processos operacionais. Documentados ou não, os processos Agile são muito bem definidos, especificados e explicitados; e os seus seguidores lhes são totalmente fieis e dedicados (profissionais). Extensa documentação (apropriadamente atualizada e gerenciada) certamente não fazem muito sentido em equipes e projetos “enxutos” (lean); mas são imprescindíveis em corporações de grande porte. Nesses ambientes, também precisamos muito mais do que post-its criteriosamente posicionados em white-boards. Não que a ideia e o seu conceito não seja bons. São ótimos! Mas precisam ser estendidos e devidamente adequados (re-engenharia?) ao “novo” contexto; de acordo com os “valores do cliente”, a corporação, neste caso.

8. Cara, eu falo demais. Me desculpem, mas ainda tenho um pouco a dizer. Me parece que atualmente, em nosso confuso, frenético e “faminto” meio, nunca temos tempo. Estamos sempre “correndo” atrás da última novidade, que nos diferencie no mercado, e acabamos por negligenciar os fundamentos e princípios sem os quais acabamos por perder o rumo e o senso de direção. Se a nossa “experiência” é bem sucedida – na primeira vez – com uma determinada “ferramenta”, nos tornamos os seus fiéis seguidores; se não, começamos a pragueja-la e continuamos a nossa busca pela “próxima novidade” popular.

Por outro lado, Temos “mudado” muito, e muito rapidamente; mas não “evoluímos”. Novas ferramentas e iniciativas são lançadas diariamente, aos milhares. O que de fato contribui para a nossa confusão e insegurança. E talvez para nos proteger de nossos próprios fantasmas, falamos muito, vendemos muito, e entregamos pouco [valor]; coletiva e individualmente. Neste nosso contexto atual, que eu (carinhosamente) chamo de “samba do crioulo doido na casa da mãe Joana”, acabamos – sem perceber – por entregar o nosso valor, delegar as nossas responsabilidades e outorgar o nosso poder àqueles que nos oferecem suas sedutoras “soluções”, muito bem embaladas.

O @Eduardo citou alguns desses “mestres” do MKT, todos líderes de mercado. Devíamos seguir os seus exemplos (planejamento, atribuição correta de job descriptions etc.), nos inspirar em seus modelos, ao invés de disponibilizar-lhes, indiscriminadamente, os nossos mais valiosos recursos (assets) de negócio. Precisamos sim, recuperar o nosso poder, para que a nossa voz possa ser ouvida, e passe a ter credibilidade. Precisamos sim, parar, dar um tempo, dar uns passos pra trás, e para cima, para obter alguma perspectiva. Precisamos sim, “analisar” e compreender a “fria” em que nos metemos (voluntária e inconscientemente); antes de sermos de fato capazes a deslumbrar uma realidade mais compatível com os nossos verdadeiros anseios e necessidades.

E não nos esqueçamos jamais: tudo o que o computador (e a informática, por extensão) nos dá é velocidade. Ou seja, os nossos aplicativos, sistemas e processos são tão inteligentes e espertos (smart) quanto os nossos “recursos” e/ou “colaboradores”. No fim do dia, colhemos o que plantamos. Sejamos, pois, sábios (e honestos) em nossas escolhas. O trabalho e a responsabilidade, senhores, é toda nossa [ainda bem…].

9. Àqueles que se interessarem, convido-lhes a acessar o meu website (ainda “em construção”) em português – através do meu perfil (em Contact Info) – aonde eu estou catalogando as minhas ideias e visões relacionadas a tudo o que expus aqui (e mais).

Em tempo, a exemplo do @Eduardo, uso maiúsculas apenas para enfatizar.

Obrigado pelo seu tempo.

Que Deus nos abençoe, proteja e ilumine a todos.

Capparelli [ nov 2013 ]

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